Viajar de veleiro



A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.

Helio Setti Jr.

Tem que ir, ver e sentir!


"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."


Amir Klink


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

De quem é a preferência quando há trânsito no mar

 De quem é a preferência no mar? 

  
Veja aqui algumas respostas para, depois, não ter de perguntar de quem foi a culpa.
   O mar pode parecer a faixa de rolamento dos sonhos até para o mais espaçoso dos motoristas, mas ali também existem leis que regulam o tráfego, embora algumas delas sejam pouco respeitadas na prática.
  Veja aqui como funciona, teoricamente, a preferência no mar.

Barcos a remo:
Minúsculos e lentos, têm capacidade mínima de manobra e quase sempre são difíceis de avistar. Fique atento.

Desviam de
· No canal: todos. Na prática, costumam ficar próximo às margens.
· No mar aberto: a princípio, um barco a remo não deveria estar em mar aberto.

Jets:
São leves, muito rápidos e ágeis, e são considerados barcos a motor como as lanchas. O problema é que como são fáceis de comandar, alguns pilotos exageram.

Desviam de
· No canal: teoricamente, de todos. Na prática, depende da consciência do piloto.
· No mar aberto: todos, mas são incomuns em mar aberto.

Lanchas:
Ágeis e rápidas, são os barcos com melhores condições de desviar de tudo. Por isso mesmo têm sempre a menor preferência.

Desviam de
· No canal: todos e ainda das lanchas ou jets que venham pela direita.
· No mar aberto: também desviam de todos e das lanchas que venham da direita.

Navios:
Grandes e pesados, são incapazes de realizar manobras rápidas e nem sempre conseguem enxergar um barco pequeno à frente. Mantenha distância!

Desviam de
· No canal: apenas de barcos encalhados ou sem governo.
· No mar aberto: teoricamente, de todos. Na prática, de ninguém.

Veleiros:
São ágeis, mas sua velocidade e manobrabilidade dependem do vento. Fique atento especialmente às áreas de regata.

Desviam de
· No canal: de navios e dos barcos a remo.
· No mar aberto: de navios ou de barcos de pesca.

É bom saber...
Os canais têm pistas imaginárias de mão dupla. Como acontece com os carros, o piloto deve ficar sempre no lado direito (boreste) da via.

Em caso de dúvida, desvie. É melhor pecar pelo excesso de cuidado do que colocar o barco em risco.

Barcos com preferência também são obrigados a desviar caso esta seja a única maneira de evitar uma colisão.

Entre duas lanchas, a que vem pela direita tem a preferência

Entre dois veleiros, a preferência fica com o que tiver as velas à esquerda


Materia da revista Náutica nº 196 postada em 16/12/2008

Churrasco a bordo


Saiba como assar uma boa carne sem colocar fogo no barco





Domingo de sol e você sai para um passeio de barco, com a família e os amigos. Navega um pouco, escolhe uma prainha, ancora, deixa as crianças brincando na água e começa, então, a verdadeira diversão: fazer um churrasquinho a bordo. Cada vez mais, picanhas e lingüiças inundam nossas águas, com seus aromas inebriantes. Tanto que, em alguns barcos, a churrasqueira deixou de ser item opcional para virar equipamento de série. Faz sentido. Afinal, o churrasco é a mais simples de todas as refeições, não exige nada além de fogo e carne e, ao contrário dos lanches, é um ótimo pretexto para reunir todo mundo. Além do mais, de futebol e churrasco, todo homem entende um pouco. Ou, pelo menos, acha que entende. Se for o seu caso, leia abaixo e cheque se já sabe tudo mesmo.

A escolha da carne

Além de peixes, frangos, lombos e lingüiças, há, a rigor, três tipos de carne bovina: as frescas, as congeladas e as maturadas. Ao contrário do que parece, nem sempre as frescas são as melhores para churrascos.Muitas vezes, as maturadas ficam mais saborosas. Isso porque, logo após o abate, a carne bovina tende a retrair suas fibras e é preciso um tempo de “descanso” para recuperar a maciez — daí existirem as “maturadas”, que ficam um período “amadurecendo” no frigorífico. O problema é que nem sempre a aparência das carnes maturadas é boa. Muitas vezes, elas ficam escuras dentro da embalagem, o que, no entanto, desaparece tão logo entram em contato com o ar exterior. Já as carnes congeladas requerem, obviamente, um tempo para voltar ao seu estado natural e o seu descongelamento deve ser gradativo: primeiro, do congelador para a geladeira (por cerca de 24 horas) e, depois, desta para o meio ambiente, onde deve “resfriar” por, no mínimo, duas horas antes de ir para a churrasqueira. Outro segredo é o corte, tanto das peças cruas quanto das fatias já assadas. A faca deve deslizar sempre perpendicularmente à fibra da carne. Com isso, a própria absorção do sal será mais eficiente e ela ficará mais macia ao mastigar. O corte das peças em partes menores é especialmente útil nas churrasqueiras náuticas, que não permitem grandes quantidades, e diminui bastante o tempo de cozimento. No entanto, evite os bifes finos demais, porque eles perdem sabor. Mas, seja de um jeito ou de outro, as carnes mais indicadas para churrascos são estas:



Picanha

É a rainha das carnes e a preferida em dez de cada dez churrascos ao norte do Rio Grande do Sul — onde, no entanto, a costela ainda é mais popular. Tem formato triangular, não deve passar de 1,5 kg (quanto menor, melhor!), sua capa de gordura não deve ser retirada (mas, por outro lado, não deve ser comida) e jamais deveria ser servida bem-passada, porque fica dura.



Fraldinha

Também conhecida como “vazio”, é uma ótima escolha para qualquer churrasco, embora seja uma carne de segunda e nada nobre. Mas é bem saborosa, pequena, macia e assa rápido: não mais do que 30 minutos. Sua vantagem adicional é o preço: custa cerca da metade do quilo da picanha. Mas, por outro lado, requer uma limpeza cuidadosa das gorduras, trabalho que deve ser feito antes de ir para o barco.



Maminha

Tem formato parecido com o da picanha, mas sem aquela capa espessa de gordura. Vem, no entanto, com muitas gorduras espalhadas, cujos excessos devem ser retirados antes do churrasco. Mas também é bem macia e fica melhor ainda se assada a peça inteira, e não em bifes.



Alcatra

Bastante comum em churrascarias, não é tão freqüente assim nos braseiros náuticos, por conta do seu tamanho, meio exagerado para as pequenas churrasqueiras dos barcos. Deve, portanto, ser partida em pedaços menores ou até mesmo em bifes, se assim for o gosto. É uma carne macia e quase sem gorduras.



Costela

É o supremo desafio de todo bom churrasqueiro, pois exige técnica e paciência, Mas, por isso mesmo, não se presta para churrascos a bordo, pois demora demais para assar. Na média, uma boa costela requer algo como entre seis e oito horas de fogo — o que é praticamente impossível num barco! Esqueça. Faça em casa mesmo.



Linguiça

Não existe churrasco sem lingüiça. E como ela assa rápido, serve como uma espécie de “acalma estômago”dos famintos. Outra vantagem é que, por ter muita gordura, ajuda a formar um bom braseiro para a carne. Mas evite furá-la, para não formar labaredas na churrasqueira.



Frango

Uma ótima alternativa para os não tão carnívoros assim. Além disso, a carne branca do frango tem cerca de metade das calorias da bovina, e é de melhor digestão pelo organismo. O único inconveniente é que leva mais tempo para assar. Portanto, tenha um pouco de paciência.



Espetinho pronto

Sem dúvida, a maneira mais fácil e prática de se fazer um churrasquinho a bordo. Os espetinhos são comprados prontos, vêm temperados, dispensam talheres, nem sujam as mãos — o que é bom, também, para os estofados do barco. E como os pedaços são pequenos, assam rapidamente. Não exigem nenhum dote culinário.



No mar, olho no sal

Carne sem gosto ou, pior, salgada demais são os dois problemas mais corriqueiros nos churrascos. Para o primeiro, basta acrescentar sal grosso — quase sempre em abundância e revestindo toda a carne. Para o segundo, deve-se lembrar que, depois de um tempo de cozimento, é preciso bater a carne, para justamente tirar o excesso de sal. A quantidade de sal e o tempo certo de sua permanência na carne são quase segredos para todo bom churrasqueiro. Mas, como referência, adote o seguinte padrão: cerca de 100 gramas de sal grosso para cada quilo de carne (revestindo-a feito uma capa) ou apenas 20 gramas se for sal fino, de cozinha. Já para ela não ficar salgada demais, tire o excesso quando já estiver quase no ponto de mal-passada. Outro cuidado: use apenas sal seco, porque, uma vez molhado, a água altera o PH da carne e aumenta sua penetração nas fibras.

O passo a passo da “picanha de tira”

Quem já foi à Argentina sabe: o bife de tira deles é simplesmente sensacional. Mas o que talvez poucos saibam é que ele nada mais é do que a nossa famosa picanha fatiada — ou, melhor dizendo, partida em duas grossas fatias, que formam as tais “tiras”. Para os donos de barcos, a “picanha de tira” tem outro benefício prático: assa bem mais rápido. Para criá-la, basta seguir o passo a passo na hora do corte.

1 Uma picanha tem o formato de um triângulo e não deve passar de 1,5 kg. Preserve sua capa de gordura, mas limpe as nervuras do outro lado.

2 Com uma faca bem afiada, corte tanto a ponta quanto as laterais, criando-se assim m “bloco” central, alto e retangular. Só ele será usado para os “bifes”.

3 Parta o “bloco” ao meio, gerando duas fatias. Eis os “bifes de tira”! Passe sal grosso e jogue na grelha, virando de lado quando o sangue começar a surgir.

4 As “sobras” da picanha, você pode assar junto. Só que, tecnicamente, elas não serão“bifes de tira” e, sim, simples picanhas partidas. Mas gostosas do mesmo jeito. Bom proveito!

Como acender o churrasco sem tacar fogo no barco

Eis a parte mais crítica de qualquer churrasco a bordo, e não por causa da qualidade da carne. O que está em jogo é algo bem mais valioso: seu próprio barco! Afinal, a princípio, fogo não combina com cascos. Mas, tomando certas precauções, tudo terminará bem. A primeira é não jogar líquidos combustíveis para ascender o carvão, como o tradicional álcool doméstico – gasolina ou óleo diesel do motor nem pensar, por que a carne ficará tão tóxica como uma bomba de posto! O ideal são os acendedores que já vendem prontos no supermercado ou – vá lá – um pedaço de pão embebido álcool (mas só o pão!), colocado debaixo do carvão. Se não quiser arriscar nenhum tipo de álcool a bordo, use óleo de cozinha ou mesmo jornal. Mas lembre-se sempre de que o maior combustível de qualquer fogo é o vento. Sem ele, nada feito — o que, no entanto, costuma ser fácil de encontrar no mar. Tome, porém, cuidado para não posicionar a churrasqueira contra o vento, porque ele pode trazer partículas de carvão incandescente para bordo e, aí, o resultado será, no mínimo, um convés encardido.
Nas churrasqueiras náuticas, que são bem rasas e próprias para isso, o fogo costuma pegar rápido e exige pouco carvão aliás, os melhores são os de madeira de eucalipto, que, além de ecologicamente corretos, não criam tantas cinzas nem fumaça). Para saber se o fogo já está na temperatura certa, estenda sua mão alguns centímetros acima dele e veja se suporta o calor por mais de cinco segundos. Se sim, é porque ainda não está bom! Três segundos é a medida correta. Já para apagar a churrasqueira, nunca use água, apesar da abundância ao redor do seu barco. Não vale a pena estimular a corrosão do metal da churrasqueira, mesmo que ele seja de aço inox. Simplesmente, tape-a bem e deixe o carvão queimar até o fim. Assim, no próximo passeio, ela estará ok, de novo.

Já que está na água, por que não um peixe?

Assar um peixe, no lugar de carne, pode ser uma ótima opção, principalmente se ele for pescado na hora ou comprado direto da canoa do pescador. Caso contrário, fique atento ao cheiro, à cor das guelras (que deve ser viva) e ao brilho dos olhos dos peixes. A maneira mais prática é assá-los inteiros (retire apenas os órgãos internos) e com muito sal grosso sobre as escamas

(que, no entanto, devem permanecer). Temperá-los com limão vai bem, porque as fibras das carnes dos peixes costumam ser tão finas que, sem o enrijecimento provocado pelo sumo da fruta, podem se desfazer na churrasqueira. Para saber se um peixe já está no ponto, espete um garfo na sua parte mais gorda. Ela deve abrir-se facilmente. Os melhores peixes (do mar) para grelhar são a anchova, o robalo e a tainha e (dos rios) o tucunaré, o tambaqui e o dourado.

Dicas de quem entende

Para calcular a quantidade de carne vale a máxima: média de 400 gramas para homens e 250 para as mulheres. Mas lembre-se: na água sempre dá mais fome. E é sempre melhor sobrar um pouco no prato do que voltar do churrasco faminto.

Fogo bom é o que não tem labaredas, apenas brasas incandescentes e vermelhas. Tente mantê-lo o tempo todo assim, abrindo, com certa freqüência, a tampa da churrasqueira para controlá-lo. Lembre-se de que o vento no mar é mais farto e sempre aumenta o fogo.

Vá repondo o carvão aos poucos. Até porque, nas churrasqueiras náuticas, cabe muito pouco carvão. Por isso mesmo, ele acaba rápido.

Jamais coloque carne e peixe na mesma churrasqueira. Senão, a sua picanha ficará com gosto de escama. Não se deve lavar a carne nem colocá-la ainda úmida do descongelamento no fogo, porque, com o calor, perderá bem mais sumo e tenderá a ficar dura e seca.

Mesmo que você não goste de gordura, deixe um pouco dela na carne, para realçar o sabor. Mas retire todos os excessos.

Para preservar a suculência da carne, faça um “selamento” antes de assá-la. Como? Simples. Coloque a peça no fogo, sob alta temperatura, durante um ou dois minutos.Isso criará uma película em volta dela, retendo assim seu sumo interno.

É fundamental manter a temperatura do braseiro estável, porque, se ele esfriar demais, a carne tende a endurecer. Por isso, é preciso ficar sempre atento à churrasqueira, especialmente sob vento forte.

O instante certo de virar a carne de lado é quando começar a surgir um certo “suor” de sangue na parte de cima. Então, vire-a e espere o mesmo acontecer do outro lado. Nesse ponto, ela já estará mal-passada, ou seja, quase ao ponto.

Gosto, obviamente, não se discute. Mas churrasco de verdade deve ser servido ao ponto ou mal-passado (bem, jamais!).

E para acompanhar...

A típica carne de churrasco não exige nenhum outro tipo de tempero que não seja o sal grosso. Mas se você quiser servi-la acompanhada de molho, opte pelo mais básico de todos, o vinagrete, que quase todo mundo gosta. Ou, então, mostre pleno conhecimento do assunto, preparando (mas previamente) o mais típico molho dos pampas gaúchos: o “chimichurri”. Leva uma colher de chá de alho, cebola, cebolinha, salsinha e pimentão bem picadinhos, além de um pouco de orégano, pimenta calabresa desidratada, folha de louro e 300 ml de vinagre e 600 ml de azeite de oliva extravirgem. Junte tudo com sal grosso em um pote fechado e deixe por três dias na geladeira. Depois, é só espalhar por cima da carne pronta. Outra dica é esquecer a tradicional maionese nos churrascos náuticos, porque sua conservação não combina com o calor forte nos barcos. Saladas também exigem pratos, o que não é nada prático. Fique apenas com o que possa ser beliscado, como cebola assada ou provolone derretido (na própria churrasqueira), além de farofa, para ir “passando” a carne — e que, afinal, é o melhor de todos os acompanhamentos.


Por Jorge de Souza para a revista Náutica 231

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Venha aprender a velejar em Natal

    Muitas pessoas tem a vontade de aprender a velejar, porem não sabem por onde começar.
    As vezes ficam presas a certos preconceitos, acreditam que seja um esporte de ricos ou ate de milionários, e não sabem que um veleirinho pequeno para uma ou duas pessoas, custa ate menos do que uma dessas bicicletas bacanas que andam por ai.
    Mas e ai, se um veleiro tem um preço acessível, como eu faço para aprender a ve2015-03-15 16.16.48lejar?
    É simples: procure um Iate clube na sua cidade que sempre tem instrutores de vela para lhe ensinar.
    No caso de morar em Natal, que é onde eu moro, você tem o rio Potengi para aprender, depois um mar lindo e ainda a lagoa do Bom Fim, todos com aguas mornas, vento constante o que é tudo que um velejador deseja para aproveitar o esporte, você deve procurar o Alexandre (084 9996 2519) que é o instrutor de vela do Iate Clube do Natal e combinar com ele um formato de curso que lhe sirva.
2015-03-15 16.17.37   



Se tiver curiosidade, mas não tiver a certeza de que é  esse o esporte que você quer, sempre é possível conversar  com o instrutor e fazer uma espécie de teste drive, um pequeno passeio para experimentar, e ai sim com certeza se apaixonar pela vela.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Férias, bem vindo a bordo do seu sonho

 

O mes de Julho chegou e com ele as férias, quem ja não pensou em realizar om sonho de pegar a pessoa amada e sair por ai em um veleiro conhecendo lugares fantásticos, não vou me estender muito pois copiei o texto na integra colocado pelo velejador Nelson Mattos que diz exatamente o que eu iria escrever.

Ai listei uma turma de gente boa que faz charter por aí, e espera voce que tem esse sonho, para realiza-lo.

Começaremos pelo famoso casal Avoante, Nelson e Lúcia, com seu velamar 33, que realiza paseios incriveis pela Baia de Todos os Santos,Camamu e Morro de São Paulo.

 

SEJA BEM VINDO A BORDO DO SEU SONHO

                                                                                                                                                                                     Navegar em um veleiro é uma das grandes paixões do homem e sair por ai livre, leve e solto ao sabor dos ventos é um sonho que habita mentes e corações. Ancorar naquela ilha deserta, margear as praias mais selvagens, viver em contato extremo com a natureza, cruzar os mares do mundo sem pressa e sem destino, seguir as estrelas e se encantar com a magia que somente o mar é capaz de oferecer. Nada se compara a um cruzeiro a bordo de um veleiro, em que somos dono do nosso destino. Venha viver um pouco daquele sonho que há muito promete dar um novo rumo a sua vida. Venha conhecer como é a vida a bordo de um veleiro de oceano. Venha ver como a vida pode ser vivida de um jeito mais leve e extraordinário. Venha conhecer o mundo maravilhoso que existe além da sua imaginação. Venha navegar com a gente a bordo do Avoante, numa navegada sem a companhia dos males que faz você correr a troco de nada. Venha viver o seu sonho em roteiros maravilhosos e encantadores na Baía de Todos os Santos, Camamu ou Morro de São Paulo. Venha e se surpreenda vivendo o seu sonho!

 

  O casal Luiz e Mauriane a bordo do catamarã, Lagoon 380 Cascalho, esperam brasileiros para um charter no Caribe ou Bahamas.
Férias... vem prá bordo do Cascalho você também!!!

Depois de voltar das suas férias a bordo do Cascalho, diga aos seus amigos apenas que você viveu uma das melhores aventuras da sua vida. Deixe assim. Deixe no ar. Até porque, traduzir em palavras todas as sensações de prazer que você irá experimentar, será uma tarefa bastante árdua... ainda mais que, se as pessoas gostarem do seu relato, você corre o risco de perder a sua paz. Elas te farão falar mais e mais e você precisara urgentemente de outras férias!

A doce vida de quem mora no mar...

Acordar, de manhã bem cedo, quando os primeiros raios de sol começam a colorir a paisagem, já ouvindo a suave melodia da água do mar acariciando o casco do barco e, lentamente se dar conta do que o espera do lado de fora.

continue lendo

 

 

  O casal Renato e Sarah e seu cão, um   bull terrier chamado Feijão, a bordo do seu Lagoon 44 estão a disposição de quem quiser fazer um charter pelo Mediterrâneo.

Apesar do site estar todo em ingles eles são brasileirissimos e podem ser contactados em bom portugues pelo email em seu site.

 

 

 

Sail With Us

Guests are extremely welcome on our boat. We have four suites and we only use one of them. Even when we have an argument, Sarah makes me sleep on the flybridge so there is always three suites available to receive guests.

If you want to get to know more about this lifestyle, want to sail around or like water sports such as surf, dive, kite, fish, snorkel, spear fish, stand-up paddle, etc., this could be a really cool vacation.

If you are about to start your vacation check our next destinations page for the upcoming trips, if you would like to plan further ahead we have more information of our route with locations and dates in another page.

 

  Ja quem estiver interessado em fazer um charter por lugares mais exóticos como a Tailândia, pode entrar em contato com o Fausto e a Guta do Guruçá Cat.

“Somos um casal realizando o sonho de dar uma volta ao mundo velejando.
Suba a bordo, viaje conosco!”

 

 

 

 

É isso, o que não falta são opções de lugares bonitos e pessoas bacanas para se passar umas férias maravilhosas e trazer muitas fotos e lembranças inesquecíveis.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

De quem é a preferência quando há trânsito no mar

  De quem é a preferência no mar? 
Veja aqui algumas respostas para, depois, não ter de perguntar de quem foi a culpa.
   O mar pode parecer a faixa de rolamento dos sonhos até para o mais espaçoso dos motoristas, mas ali também existem leis que regulam o tráfego, embora algumas delas sejam pouco respeitadas na prática.
  Veja aqui como funciona, teoricamente, a preferência no mar.

Barcos a remo:
Minúsculos e lentos, têm capacidade mínima de manobra e quase sempre são difíceis de avistar. Fique atento.

Desviam de
· No canal: todos. Na prática, costumam ficar próximo às margens.
· No mar aberto: a princípio, um barco a remo não deveria estar em mar aberto.

Jets:
São leves, muito rápidos e ágeis, e são considerados barcos a motor como as lanchas. O problema é que como são fáceis de comandar, alguns pilotos exageram.

Desviam de
· No canal: teoricamente, de todos. Na prática, depende da consciência do piloto.
· No mar aberto: todos, mas são incomuns em mar aberto.

Lanchas:
Ágeis e rápidas, são os barcos com melhores condições de desviar de tudo. Por isso mesmo têm sempre a menor preferência.

Desviam de
· No canal: todos e ainda das lanchas ou jets que venham pela direita.
· No mar aberto: também desviam de todos e das lanchas que venham da direita.

Navios:
Grandes e pesados, são incapazes de realizar manobras rápidas e nem sempre conseguem enxergar um barco pequeno à frente. Mantenha distância!

Desviam de
· No canal: apenas de barcos encalhados ou sem governo.
· No mar aberto: teoricamente, de todos. Na prática, de ninguém.

Veleiros:
São ágeis, mas sua velocidade e manobrabilidade dependem do vento. Fique atento especialmente às áreas de regata.

Desviam de
· No canal: de navios e dos barcos a remo.
· No mar aberto: de navios ou de barcos de pesca.

É bom saber...
Os canais têm pistas imaginárias de mão dupla. Como acontece com os carros, o piloto deve ficar sempre no lado direito (boreste) da via.

Em caso de dúvida, desvie. É melhor pecar pelo excesso de cuidado do que colocar o barco em risco.

Barcos com preferência também são obrigados a desviar caso esta seja a única maneira de evitar uma colisão.

Entre duas lanchas, a que vem pela direita tem a preferência

Entre dois veleiros, a preferência fica com o que tiver as velas à esquerda


Materia da revista Náutica nº 196 




Aprender a Velejar! Uma questão de decisão.


          
Uma atitude depende apenas de você tomar uma decisão e fazer. Naturalmente que as novidades e mudanças afetam diretamente a tomada de decisão, entretanto novas atitudes tem que ser realizadas para  que mudanças venham a acontecer. Você faz parte deste processo e pode contribuir. 
 

Motivos    


Cinco motivos para você iniciar no iatismo e aprender a velejar. Tome esta atitude e conquiste novos mares e amigos.

1.      Velejar é popular em todo mundo, para onde você for viajar com certeza poderá também velejar. A extensão do litoral brasileiro é imensa, você poderá explorar lugares maravilhosos, entretanto necessariamente não precisa estar perto do mar para aprender a velejar. Temos rios, lagos, represas perto de você.
2.      Você não necessita de barcos caros ou equipamento complicado para velejar, mesmo que sejam velejadas oceânicas.
3.      Velejar pode ser acessível para qualquer pessoa. Informações existentes na internet podem facilitar a compreensão desta atividade tão prazerosa. Também é possível velejar virtualmente. Qualquer pessoa que tenha acesso a internet, onde pode explorar desde um simples passeio, a simulação de regatas e eventos competitivos.
4.      Aprender a velejar num dingue (barco de uma só vela) é a maneira mais rápida e mais efetiva para a maioria dos novatos na vela. É necessário ter o objetivo de ganhar habilidades básicas e instrução necessária de conhecimento e segurança no futuro.
5.      A preservação de nosso meio ambiente é essencial para o seu lazer. O contato com a natureza alegra o convívio e bem estar de sua família, que se traduz em qualidade de vida.
Espero estar colaborando com blog Conhecimento Náutico

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Como interpretar uma carta de pressão e ventos

      Sobre uma carta da região sul do Brasil estão desenhadas linhas que representam a união de pontos de mesma pressão atmosférica (isobáricas). 
    Ao longo de cada linha existe o valor da pressão dado em milibares. A pressão normal da atmosfera vale 1013 mb. 
    As flechas espalhadas pela carta indicam a direção e, pelo tamanho, dão uma idéia da intensidade do vento. 
    Zonas coloridas também ajudam a informar a intensidade dos ventos. A barra de cores existente abaixo da carta esclarece os valores da velocidade do vento que corresponde a cada cor. 
    Sobre as linhas verdes que limitam as zonas coloridas ainda existem números que indicam (em metros por segundo) a velocidade dos ventos. 
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    Um local de pressão mais baixa (núcleo de baixa pressão) recebe o nome de "ciclone". O nome, que significa vento em rotação, foi escolhido justamente porque a pressão mais baixa atrai o ar que está sendo expulso das zonas onde a pressão é maior. 
    A atmosfera do hemisfério sul da Terra, possui naturalmente o movimento de rotação da Terra que , girando para o leste, comunica uma rotação na atmosfera no sentido do movimento dos ponteiros dos relógios. 
    Quando os fluidos (líquidos e gases) se aglutinam, o movimento de rotação se acelera. 
    Como ocorre com a bailarina que, num rodopio, traz os braços e as pernas para junto do corpo e assim aumenta a sua velocidade de rotação, os ventos são acelerados pela migração ao núcleo de baixa pressão. A rotação no sentido horário se agrava. Na foto do satélite pode-se perceber um ciclone localizado sobre o oceano e a imensa quantidade de nuvens densas sugadas para o seu núcleo.
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    O mesmo acontece quando a água se esgota pelo buraco no centro de uma pia. A saída da água através do buraco causa uma diminuição da pressão naquele ponto que suga a água para o centro da pia. O movimento de rotação (devido à rotação da Terra) que de início era imperceptível, aparece intensificado sob a forma de um redemoinho. 
    Na carta de pressão e ventos que ilustra esta matéria pode-se perceber o ciclone de 996 mb localizado no mar a sudeste da costa do Rio Grande do Sul e a rotação horária que ele provoca. 
    Ao mesmo tempo pode-se observar um anticiclone (núcleo de alta pressão) de 1018 mb localizado a noroeste do Rio Grande do Sul, sobre o sul do Paraguai. 
    Um anticiclone expulsa o ar atmosférico para as zonas de baixa pressão diminuindo o movimento de rotação e portanto a intensidade dos ventos na região. 
    Um bom indicador sobre a intensidade dos ventos é dado pela proximidade entre as isobáricas (as linhas de mesma pressão). Quanto mais próximas (uma da outra), mais intensos são os ventos. 
    Essas cartas de pressão e ventos são muito úteis para os navegadores. Elas podem ser encontradas, sempre atualizadas, junto a outros "produtos meteorológicos" oferecidos pelo "Centro Integrado de Meteorologia e Recursos Hídricos de Santa Catarina" - CLIMERH, através do "site": http://www.climerh.rct-sc.br
Por Plínio Fasolo

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Dicas de ancoragem e atracação




Você comprou o barco, aprendeu a navegar, mas, e na hora de voltar pra marina ou parar para abastecer? Confira abaixo algumas dicas  sobre atracação.

1 No caso dos veleiros, o bê-á-bá para desacelerar o barco sem usar o motor é apontar a proa contra o vento e ir soltando as escotas, até as velas começarem a panejar. Mas atenção: se a proa ficar completamente de frente para o vento, o barco irá parar completamente e aí será impossível manobrar. Portanto, não exagere.
2 A correnteza será sempre mais forte em locais onde há grande variação de marés e nos períodos das luas nova e cheia. Verifique isso também.
3 Quando não conhecer a região, copie os outros barcos e só ancore onde já haja alguns parados. Você pode perder em privacidade, mas ganhará muito em segurança.
4 Para jogar a âncora, escolha um local onde o seu barco possa girar 360 graus sem tocar em nada — sejam pedras ou outros barcos. Assim, se o vento mudar, nada de ruim acontecerá.
5 Sempre diminua muito a velocidade ao se aproximar de um local de atracação. Além de suas marolas incomodarem os outros barcos, elas prejudicam sua própria manobra.
6 Quando estiver procurando um local para fundear, verifique a profundidade na carta náutica, use a sonda do barco para ter certeza dela e, por fim, consulte a tábua de marés, para não encalhar na maré baixa.
7 Se for ancorar em fundo de pedras, tente o seguinte truque para não ter problemas na hora de sair: antes de jogar o ferro na água, coloque um segundo cabo, com uma das extremidades numa bóia e a outra na cruz do ferro (que fica na extremidade oposta ao anete, onde se prende a amarra normal de qualquer âncora). Assim, se não conseguir içar a âncora pela haste, você poderá soltá-la puxando-a pela cruz.
8 Nos fundeios, fique bem atento ao tipo de solo. Fundos de lodo ou lama mole não seguram as âncoras. Já em fundos de pedra, quase sempre é preciso mergulhar para soltá-las depois. Assim, os melhores tipos de solo para ancorar são areia, cascalho ou lama firme, e nesta ordem.
9 Antes de jogar a âncora, tenha certeza de que a extremidade do seu cabo está mesmo presa ao barco! Parece óbvio, mas acontece. E como contece…
10 Para jogar a âncora pela proa, que é o correto, posicione o barco de frente para o vento e a correnteza (ou o que estiver mais forte) e só então lance o ferro na água.
11 Quanto maior o comprimento da amarra da âncora, mais eficiente será a ancoragem. Em condições normais, a regra para saber quanto cabo soltar é multiplicar por entre cinco e dez vezes a profundidade do local.
12 No Brasil, ainda são poucas as embarcações que têm caixa de contenção de esgoto. Portanto, evite nadar perto de barcos maiores ancorados. Do contrário, aquilo na água que parecer ser pode ser mesmo.
13 Se for pernoitar no local, mantenha pelo menos uma luz acesa a bordo, para sinalizar a sua localização para os outros barcos. À noite, nem sempre dá para ver um casco parado.
14 Se seu barco estiver na água há mais de dois meses, mergulhe para remover cracas e sujeiras do casco e do hélice. Sem elas, o arrasto fica bem menor e a velocidade pode aumentar em até 50%!
15 Se for guardar o seu barco na água (o que só é recomendado para veleiros com quilha e para lanchas acima de 40 pés), verifique o estado dos cabos
e ferragens da poita de amarração a cada seis meses
, no mínimo. Senão, um dia você vai chegar e nem seu barco nem a bóia estarão mais lá.
16 Se o seu barco for um veleiro, cuide muito bem das velas, porque elas custam caro e se desgastam rápido com os maus-tratos. Se tiverem sido molhadas com água do mar, lave-as com água doce e deixe secar bem, antes de guardá-las. E, por mais pesadas que sejam, não as arraste pelo chão.
17 Caso o tempo esteja ruim, não economize na amarra: solte o dobro do comprimento usado em condições normais de ancoragem.
18 Se a amarra for de náilon, use pelo menos três metros de corrente para uni-la à âncora. Isso aumentará a sua eficiência e evitará que seja cortada pelas pedras.
19 Depois de jogar o ferro, identifique os pontos de perigo mais próximos e planeje uma rota de saída, para o caso de precisar mudar de lugar.
20 Quando for deixar seu veleiro atracado, o correto é sempre enrolar as velas, para elas não panejarem, porque isso enfraquece o tecido e as talas.
21 Ao atracar, quanto mais defensas, melhor. Use pelo menos uma atrás da bochecha do casco, outra à meia-nau e uma terceira na popa. Mas, ao partir, não se esqueça de recolhê-las para dentro do barco, porque, na navegação, defensas criam arrasto, roubam velocidade e costumam se soltar com a força da água.
Por Regina Hatakeyama
Matéria originalmente publicada na Revista Náutica N°235

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Falcaças, "Ditty Bags", Marinharia

Encontrei esse post no blog CATAMARAN SAMEJ, do velejador Alex Brito, que achei muito interessante e quis compartilhar. Pois nos dias de hoje não se vê com muita frequência velejadores que saibam fazer esses trabalhos tão comuns para os homens do mar do passado.

Na vida moderna de velejar, aprender a costurar ficou fora de moda. A maioria dos novos comandantes não sentem a necessidade de aprender a costurar uma vela rasgada (basta comprar outra, basta acionar a velaria), aprender a fazer a falcaça num cabo. Para estes, basta saber o Lais de Guia e tá bom. São comandantes de 1 nó só. 

Boa parte só imagina ser necessário aprender tais coisas para aqueles cruzeiristas de grandes travessias e com pouca grana. Mas isso não é verdade! Pergunte se saber estas coisas não é importante para um bom navegador ou velejador, como Amyr Klink, Família Schurmann, Aleixo Belov, Geraldo Luiz Miranda de Barros, João G. Schimidt. Imagine se Éric Tabarly não sabia costurar, falcaçar! É como imaginar alguém gastar muito dinheiro num carrão e não saber trocar um pneu. - E quando acontecer? E aí meu irmão? Quem acode? Adaptando um frase que se diz no exército: - "O mar é lugar onde filho chora e mãe não houve"!


Repare que a pergunta não é "se" vai acontecer (algum imprevisto que vai exigir de você conhecimentos de marinharia), mas "quando". Por quê essa situação VAI acontecer com todos.  - Todos têm histórias para contar. 

 (Fonte: www.svsnowgoose.com)

Todos sabem que uma vez na água, muitos tipos de imprevistos podem acontecer, tanto pelo acaso, ou não. Podendo acontecer com qualquer um, porém vão tender a ocorrer mais em barcos usados (mais velhos), com velas com mais de 5 anos, em ventos mais fortes, com comandantes mais inexperientes ou imprudentes. 
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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Manutenção de um motor Yanmar 3 GYM30


Este vídeo, apesar de ser em espanhol que acredito não será dificil de entender, é sobre a manutenção de um motor Yanmar 3 GYM30 em um veleiro.
Espero estar contribuindo para aumentar o conhecimento dos leitores do blog.