Viajar de veleiro



A maravilha de se viajar de veleiro é que basta que se decida ir para algum lugar, tudo que se tem que fazer é levantar a âncora,içar velas e ir embora.Essa sensação de liberdade é fabulosa,é quase como ter asas e voar livremente,basta bate-las.

Helio Setti Jr.

Tem que ir, ver e sentir!


"...Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor, e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver..."


Amir Klink


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Venha aprender a velejar em Natal

    Muitas pessoas tem a vontade de aprender a velejar, porem não sabem por onde começar.
    As vezes ficam presas a certos preconceitos, acreditam que seja um esporte de ricos ou ate de milionários, e não sabem que um veleirinho pequeno para uma ou duas pessoas, custa ate menos do que uma dessas bicicletas bacanas que andam por ai.
    Mas e ai, se um veleiro tem um preço acessível, como eu faço para aprender a ve2015-03-15 16.16.48lejar?
    É simples: procure um Iate clube na sua cidade que sempre tem instrutores de vela para lhe ensinar.
    No caso de morar em Natal, que é onde eu moro, você tem o rio Potengi para aprender, depois um mar lindo e ainda a lagoa do Bom Fim, todos com aguas mornas, vento constante o que é tudo que um velejador deseja para aproveitar o esporte, você deve procurar o Alexandre (084 996 027 093) que é o instrutor de vela do Iate Clube do Natal e combinar com ele um formato de curso que lhe sirva.
2015-03-15 16.17.37
    Se tiver curiosidade, mas não tiver a certeza de que é  esse o esporte que você quer, sempre é possível conversar  com o instrutor e fazer uma espécie de teste drive, um pequeno passeio para experimentar e ai sim com certeza se apaixonar pela vela.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Férias, bem vindo a bordo do seu sonho

 

O mes de Julho chegou e com ele as férias, quem ja não pensou em realizar om sonho de pegar a pessoa amada e sair por ai em um veleiro conhecendo lugares fantásticos, não vou me estender muito pois copiei o texto na integra colocado pelo velejador Nelson Mattos que diz exatamente o que eu iria escrever.

Ai listei uma turma de gente boa que faz charter por aí, e espera voce que tem esse sonho, para realiza-lo.

Começaremos pelo famoso casal Avoante, Nelson e Lúcia, com seu velamar 33, que realiza paseios incriveis pela Baia de Todos os Santos,Camamu e Morro de São Paulo.

 

SEJA BEM VINDO A BORDO DO SEU SONHO

                                                                                                                                                                                     Navegar em um veleiro é uma das grandes paixões do homem e sair por ai livre, leve e solto ao sabor dos ventos é um sonho que habita mentes e corações. Ancorar naquela ilha deserta, margear as praias mais selvagens, viver em contato extremo com a natureza, cruzar os mares do mundo sem pressa e sem destino, seguir as estrelas e se encantar com a magia que somente o mar é capaz de oferecer. Nada se compara a um cruzeiro a bordo de um veleiro, em que somos dono do nosso destino. Venha viver um pouco daquele sonho que há muito promete dar um novo rumo a sua vida. Venha conhecer como é a vida a bordo de um veleiro de oceano. Venha ver como a vida pode ser vivida de um jeito mais leve e extraordinário. Venha conhecer o mundo maravilhoso que existe além da sua imaginação. Venha navegar com a gente a bordo do Avoante, numa navegada sem a companhia dos males que faz você correr a troco de nada. Venha viver o seu sonho em roteiros maravilhosos e encantadores na Baía de Todos os Santos, Camamu ou Morro de São Paulo. Venha e se surpreenda vivendo o seu sonho!

 

  O casal Luiz e Mauriane a bordo do catamarã, Lagoon 380 Cascalho, esperam brasileiros para um charter no Caribe ou Bahamas.
Férias... vem prá bordo do Cascalho você também!!!

Depois de voltar das suas férias a bordo do Cascalho, diga aos seus amigos apenas que você viveu uma das melhores aventuras da sua vida. Deixe assim. Deixe no ar. Até porque, traduzir em palavras todas as sensações de prazer que você irá experimentar, será uma tarefa bastante árdua... ainda mais que, se as pessoas gostarem do seu relato, você corre o risco de perder a sua paz. Elas te farão falar mais e mais e você precisara urgentemente de outras férias!

A doce vida de quem mora no mar...

Acordar, de manhã bem cedo, quando os primeiros raios de sol começam a colorir a paisagem, já ouvindo a suave melodia da água do mar acariciando o casco do barco e, lentamente se dar conta do que o espera do lado de fora.

continue lendo

 

 

  O casal Renato e Sarah e seu cão, um   bull terrier chamado Feijão, a bordo do seu Lagoon 44 estão a disposição de quem quiser fazer um charter pelo Mediterrâneo.

Apesar do site estar todo em ingles eles são brasileirissimos e podem ser contactados em bom portugues pelo email em seu site.

 

 

 

Sail With Us

Guests are extremely welcome on our boat. We have four suites and we only use one of them. Even when we have an argument, Sarah makes me sleep on the flybridge so there is always three suites available to receive guests.

If you want to get to know more about this lifestyle, want to sail around or like water sports such as surf, dive, kite, fish, snorkel, spear fish, stand-up paddle, etc., this could be a really cool vacation.

If you are about to start your vacation check our next destinations page for the upcoming trips, if you would like to plan further ahead we have more information of our route with locations and dates in another page.

 

  Ja quem estiver interessado em fazer um charter por lugares mais exóticos como a Tailândia, pode entrar em contato com o Fausto e a Guta do Guruçá Cat.

“Somos um casal realizando o sonho de dar uma volta ao mundo velejando.
Suba a bordo, viaje conosco!”

 

 

 

 

É isso, o que não falta são opções de lugares bonitos e pessoas bacanas para se passar umas férias maravilhosas e trazer muitas fotos e lembranças inesquecíveis.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

De quem é a preferência quando há trânsito no mar

  De quem é a preferência no mar? 
Veja aqui algumas respostas para, depois, não ter de perguntar de quem foi a culpa.
   O mar pode parecer a faixa de rolamento dos sonhos até para o mais espaçoso dos motoristas, mas ali também existem leis que regulam o tráfego, embora algumas delas sejam pouco respeitadas na prática.
  Veja aqui como funciona, teoricamente, a preferência no mar.

Barcos a remo:
Minúsculos e lentos, têm capacidade mínima de manobra e quase sempre são difíceis de avistar. Fique atento.

Desviam de
· No canal: todos. Na prática, costumam ficar próximo às margens.
· No mar aberto: a princípio, um barco a remo não deveria estar em mar aberto.

Jets:
São leves, muito rápidos e ágeis, e são considerados barcos a motor como as lanchas. O problema é que como são fáceis de comandar, alguns pilotos exageram.

Desviam de
· No canal: teoricamente, de todos. Na prática, depende da consciência do piloto.
· No mar aberto: todos, mas são incomuns em mar aberto.

Lanchas:
Ágeis e rápidas, são os barcos com melhores condições de desviar de tudo. Por isso mesmo têm sempre a menor preferência.

Desviam de
· No canal: todos e ainda das lanchas ou jets que venham pela direita.
· No mar aberto: também desviam de todos e das lanchas que venham da direita.

Navios:
Grandes e pesados, são incapazes de realizar manobras rápidas e nem sempre conseguem enxergar um barco pequeno à frente. Mantenha distância!

Desviam de
· No canal: apenas de barcos encalhados ou sem governo.
· No mar aberto: teoricamente, de todos. Na prática, de ninguém.

Veleiros:
São ágeis, mas sua velocidade e manobrabilidade dependem do vento. Fique atento especialmente às áreas de regata.

Desviam de
· No canal: de navios e dos barcos a remo.
· No mar aberto: de navios ou de barcos de pesca.

É bom saber...
Os canais têm pistas imaginárias de mão dupla. Como acontece com os carros, o piloto deve ficar sempre no lado direito (boreste) da via.

Em caso de dúvida, desvie. É melhor pecar pelo excesso de cuidado do que colocar o barco em risco.

Barcos com preferência também são obrigados a desviar caso esta seja a única maneira de evitar uma colisão.

Entre duas lanchas, a que vem pela direita tem a preferência

Entre dois veleiros, a preferência fica com o que tiver as velas à esquerda


Materia da revista Náutica nº 196 




Aprender a Velejar! Uma questão de decisão.


          
Uma atitude depende apenas de você tomar uma decisão e fazer. Naturalmente que as novidades e mudanças afetam diretamente a tomada de decisão, entretanto novas atitudes tem que ser realizadas para  que mudanças venham a acontecer. Você faz parte deste processo e pode contribuir. 
 

Motivos    


Cinco motivos para você iniciar no iatismo e aprender a velejar. Tome esta atitude e conquiste novos mares e amigos.

1.      Velejar é popular em todo mundo, para onde você for viajar com certeza poderá também velejar. A extensão do litoral brasileiro é imensa, você poderá explorar lugares maravilhosos, entretanto necessariamente não precisa estar perto do mar para aprender a velejar. Temos rios, lagos, represas perto de você.
2.      Você não necessita de barcos caros ou equipamento complicado para velejar, mesmo que sejam velejadas oceânicas.
3.      Velejar pode ser acessível para qualquer pessoa. Informações existentes na internet podem facilitar a compreensão desta atividade tão prazerosa. Também é possível velejar virtualmente. Qualquer pessoa que tenha acesso a internet, onde pode explorar desde um simples passeio, a simulação de regatas e eventos competitivos.
4.      Aprender a velejar num dingue (barco de uma só vela) é a maneira mais rápida e mais efetiva para a maioria dos novatos na vela. É necessário ter o objetivo de ganhar habilidades básicas e instrução necessária de conhecimento e segurança no futuro.
5.      A preservação de nosso meio ambiente é essencial para o seu lazer. O contato com a natureza alegra o convívio e bem estar de sua família, que se traduz em qualidade de vida.
Espero estar colaborando com blog Conhecimento Náutico

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Como interpretar uma carta de pressão e ventos

      Sobre uma carta da região sul do Brasil estão desenhadas linhas que representam a união de pontos de mesma pressão atmosférica (isobáricas). 
    Ao longo de cada linha existe o valor da pressão dado em milibares. A pressão normal da atmosfera vale 1013 mb. 
    As flechas espalhadas pela carta indicam a direção e, pelo tamanho, dão uma idéia da intensidade do vento. 
    Zonas coloridas também ajudam a informar a intensidade dos ventos. A barra de cores existente abaixo da carta esclarece os valores da velocidade do vento que corresponde a cada cor. 
    Sobre as linhas verdes que limitam as zonas coloridas ainda existem números que indicam (em metros por segundo) a velocidade dos ventos. 
clip_image001
    Um local de pressão mais baixa (núcleo de baixa pressão) recebe o nome de "ciclone". O nome, que significa vento em rotação, foi escolhido justamente porque a pressão mais baixa atrai o ar que está sendo expulso das zonas onde a pressão é maior. 
    A atmosfera do hemisfério sul da Terra, possui naturalmente o movimento de rotação da Terra que , girando para o leste, comunica uma rotação na atmosfera no sentido do movimento dos ponteiros dos relógios. 
    Quando os fluidos (líquidos e gases) se aglutinam, o movimento de rotação se acelera. 
    Como ocorre com a bailarina que, num rodopio, traz os braços e as pernas para junto do corpo e assim aumenta a sua velocidade de rotação, os ventos são acelerados pela migração ao núcleo de baixa pressão. A rotação no sentido horário se agrava. Na foto do satélite pode-se perceber um ciclone localizado sobre o oceano e a imensa quantidade de nuvens densas sugadas para o seu núcleo.
clip_image002
    O mesmo acontece quando a água se esgota pelo buraco no centro de uma pia. A saída da água através do buraco causa uma diminuição da pressão naquele ponto que suga a água para o centro da pia. O movimento de rotação (devido à rotação da Terra) que de início era imperceptível, aparece intensificado sob a forma de um redemoinho. 
    Na carta de pressão e ventos que ilustra esta matéria pode-se perceber o ciclone de 996 mb localizado no mar a sudeste da costa do Rio Grande do Sul e a rotação horária que ele provoca. 
    Ao mesmo tempo pode-se observar um anticiclone (núcleo de alta pressão) de 1018 mb localizado a noroeste do Rio Grande do Sul, sobre o sul do Paraguai. 
    Um anticiclone expulsa o ar atmosférico para as zonas de baixa pressão diminuindo o movimento de rotação e portanto a intensidade dos ventos na região. 
    Um bom indicador sobre a intensidade dos ventos é dado pela proximidade entre as isobáricas (as linhas de mesma pressão). Quanto mais próximas (uma da outra), mais intensos são os ventos. 
    Essas cartas de pressão e ventos são muito úteis para os navegadores. Elas podem ser encontradas, sempre atualizadas, junto a outros "produtos meteorológicos" oferecidos pelo "Centro Integrado de Meteorologia e Recursos Hídricos de Santa Catarina" - CLIMERH, através do "site": http://www.climerh.rct-sc.br
Por Plínio Fasolo

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Dicas de ancoragem e atracação




Você comprou o barco, aprendeu a navegar, mas, e na hora de voltar pra marina ou parar para abastecer? Confira abaixo algumas dicas  sobre atracação.

1 No caso dos veleiros, o bê-á-bá para desacelerar o barco sem usar o motor é apontar a proa contra o vento e ir soltando as escotas, até as velas começarem a panejar. Mas atenção: se a proa ficar completamente de frente para o vento, o barco irá parar completamente e aí será impossível manobrar. Portanto, não exagere.
2 A correnteza será sempre mais forte em locais onde há grande variação de marés e nos períodos das luas nova e cheia. Verifique isso também.
3 Quando não conhecer a região, copie os outros barcos e só ancore onde já haja alguns parados. Você pode perder em privacidade, mas ganhará muito em segurança.
4 Para jogar a âncora, escolha um local onde o seu barco possa girar 360 graus sem tocar em nada — sejam pedras ou outros barcos. Assim, se o vento mudar, nada de ruim acontecerá.
5 Sempre diminua muito a velocidade ao se aproximar de um local de atracação. Além de suas marolas incomodarem os outros barcos, elas prejudicam sua própria manobra.
6 Quando estiver procurando um local para fundear, verifique a profundidade na carta náutica, use a sonda do barco para ter certeza dela e, por fim, consulte a tábua de marés, para não encalhar na maré baixa.
7 Se for ancorar em fundo de pedras, tente o seguinte truque para não ter problemas na hora de sair: antes de jogar o ferro na água, coloque um segundo cabo, com uma das extremidades numa bóia e a outra na cruz do ferro (que fica na extremidade oposta ao anete, onde se prende a amarra normal de qualquer âncora). Assim, se não conseguir içar a âncora pela haste, você poderá soltá-la puxando-a pela cruz.
8 Nos fundeios, fique bem atento ao tipo de solo. Fundos de lodo ou lama mole não seguram as âncoras. Já em fundos de pedra, quase sempre é preciso mergulhar para soltá-las depois. Assim, os melhores tipos de solo para ancorar são areia, cascalho ou lama firme, e nesta ordem.
9 Antes de jogar a âncora, tenha certeza de que a extremidade do seu cabo está mesmo presa ao barco! Parece óbvio, mas acontece. E como contece…
10 Para jogar a âncora pela proa, que é o correto, posicione o barco de frente para o vento e a correnteza (ou o que estiver mais forte) e só então lance o ferro na água.
11 Quanto maior o comprimento da amarra da âncora, mais eficiente será a ancoragem. Em condições normais, a regra para saber quanto cabo soltar é multiplicar por entre cinco e dez vezes a profundidade do local.
12 No Brasil, ainda são poucas as embarcações que têm caixa de contenção de esgoto. Portanto, evite nadar perto de barcos maiores ancorados. Do contrário, aquilo na água que parecer ser pode ser mesmo.
13 Se for pernoitar no local, mantenha pelo menos uma luz acesa a bordo, para sinalizar a sua localização para os outros barcos. À noite, nem sempre dá para ver um casco parado.
14 Se seu barco estiver na água há mais de dois meses, mergulhe para remover cracas e sujeiras do casco e do hélice. Sem elas, o arrasto fica bem menor e a velocidade pode aumentar em até 50%!
15 Se for guardar o seu barco na água (o que só é recomendado para veleiros com quilha e para lanchas acima de 40 pés), verifique o estado dos cabos
e ferragens da poita de amarração a cada seis meses
, no mínimo. Senão, um dia você vai chegar e nem seu barco nem a bóia estarão mais lá.
16 Se o seu barco for um veleiro, cuide muito bem das velas, porque elas custam caro e se desgastam rápido com os maus-tratos. Se tiverem sido molhadas com água do mar, lave-as com água doce e deixe secar bem, antes de guardá-las. E, por mais pesadas que sejam, não as arraste pelo chão.
17 Caso o tempo esteja ruim, não economize na amarra: solte o dobro do comprimento usado em condições normais de ancoragem.
18 Se a amarra for de náilon, use pelo menos três metros de corrente para uni-la à âncora. Isso aumentará a sua eficiência e evitará que seja cortada pelas pedras.
19 Depois de jogar o ferro, identifique os pontos de perigo mais próximos e planeje uma rota de saída, para o caso de precisar mudar de lugar.
20 Quando for deixar seu veleiro atracado, o correto é sempre enrolar as velas, para elas não panejarem, porque isso enfraquece o tecido e as talas.
21 Ao atracar, quanto mais defensas, melhor. Use pelo menos uma atrás da bochecha do casco, outra à meia-nau e uma terceira na popa. Mas, ao partir, não se esqueça de recolhê-las para dentro do barco, porque, na navegação, defensas criam arrasto, roubam velocidade e costumam se soltar com a força da água.
Por Regina Hatakeyama
Matéria originalmente publicada na Revista Náutica N°235

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Falcaças, "Ditty Bags", Marinharia

Encontrei esse post no blog CATAMARAN SAMEJ, do velejador Alex Brito, que achei muito interessante e quis compartilhar. Pois nos dias de hoje não se vê com muita frequência velejadores que saibam fazer esses trabalhos tão comuns para os homens do mar do passado.

Na vida moderna de velejar, aprender a costurar ficou fora de moda. A maioria dos novos comandantes não sentem a necessidade de aprender a costurar uma vela rasgada (basta comprar outra, basta acionar a velaria), aprender a fazer a falcaça num cabo. Para estes, basta saber o Lais de Guia e tá bom. São comandantes de 1 nó só. 

Boa parte só imagina ser necessário aprender tais coisas para aqueles cruzeiristas de grandes travessias e com pouca grana. Mas isso não é verdade! Pergunte se saber estas coisas não é importante para um bom navegador ou velejador, como Amyr Klink, Família Schurmann, Aleixo Belov, Geraldo Luiz Miranda de Barros, João G. Schimidt. Imagine se Éric Tabarly não sabia costurar, falcaçar! É como imaginar alguém gastar muito dinheiro num carrão e não saber trocar um pneu. - E quando acontecer? E aí meu irmão? Quem acode? Adaptando um frase que se diz no exército: - "O mar é lugar onde filho chora e mãe não houve"!


Repare que a pergunta não é "se" vai acontecer (algum imprevisto que vai exigir de você conhecimentos de marinharia), mas "quando". Por quê essa situação VAI acontecer com todos.  - Todos têm histórias para contar. 

 (Fonte: www.svsnowgoose.com)

Todos sabem que uma vez na água, muitos tipos de imprevistos podem acontecer, tanto pelo acaso, ou não. Podendo acontecer com qualquer um, porém vão tender a ocorrer mais em barcos usados (mais velhos), com velas com mais de 5 anos, em ventos mais fortes, com comandantes mais inexperientes ou imprudentes. 
Continuar lendo

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Manutenção de um motor Yanmar 3 GYM30


Este vídeo, apesar de ser em espanhol que acredito não será dificil de entender, é sobre a manutenção de um motor Yanmar 3 GYM30 em um veleiro.
Espero estar contribuindo para aumentar o conhecimento dos leitores do blog.


sábado, 23 de maio de 2015

Um pequeno grande veleiro, Pop 25


Um projeto do escritório Roberto Barros Yacht Design para construção amadora.




O Pop 25 é um veleiro de cruzeiro costeiro de linhas modernas e funcionais. Seu design mostra alguns novos conceitos, tais como casco com formato em delta, quilhas e lemes gêmeos, ausência de estai de popa e um plano de linhas com costado vertical e fundo plano no sentido transversal.
Projetado para construção amadora, ele se caracteriza por ser extremamente simples de ser construído e por ter um custo bem acessível, o que o torna um modelo interessante para velejadores de classe média que não tenham condições financeiras para comprar barcos novos em salões náuticos. Seu interior é surpreendentemente confortável para os padrões habituais de barcos desse porte, proporcionando um conforto invejável para uma pequena família habitá-lo por períodos prolongados.
Arranjo interno: Dotar um veleiro de 7.50m de um interior confortável o bastante para se passar temporadas prolongadas a bordo sem sentir-se mal acomodado não é uma tarefa fácil. As decisões conceituais devem ser tomadas ainda na fase de anteprojeto para que seja alcançado equilíbrio de funcionalidade em todos os compartimentos do barco.
 Qualquer veleiro deste porte necessita ter uma sala de  estar onde se possa fazer uma vida social ou saborear  uma refeição caprichada. Também necessita de beliches  confortáveis utilizáveis tanto em porto, quanto  navegando. É igualmente importante que tenha um  banheiro com privacidade e uma cozinha onde se possa  trabalhar com o barco adernado. A mesa de navegação  deve ser adequada para se monitorar instrumentos  eletrônicos ou utilizar uma carta náutica, ainda que  dobrada. É vital que todo o interior mantenha  equilíbrio entre os vários compartimentos sem que haja  sacrifício de uma função em benefício de outra.
Esses foram os parâmetros de design usados para decidir o arranjo interno do Pop 25




sexta-feira, 22 de maio de 2015

Ode a um Piloto Automático


         

                      Dia desses me deparo com uma interessante mensagem enviada para um grupo de emails que reúne velejadores de todo Brasil.  É sobre um piloto automático que estragou, e  seu dono, Fabio Prado, procura a indicação de alguém que o conserte. É curioso como pegamos amizade por alguns objetos inanimados. Segue a mensagem.



"Bom dia a todos,

Acho que é Alzheimer.

No começo, duro de admitir.
Está mais do que claro, mas me recuso a aceitar.

O velho Autohelm só pode estar acometido deste triste
e deprimente mal.

Tem hora que se lembra direitinho de suas funções,
Tem hora que simplesmente se nega a pensar.

Apesar dos aparentes sinais de vitalidade, percebo que
usando sua prerrogativa de velho senhor, age
com absoluta falta de lógica. Como se estivesse
gozando, parece estar num jogo.

Jogo de enlouquecer quem está junto, porque
simplesmente imprevisíveis são as suas ações.

Aí, acho que não tem mais jeito. Precisa descansar.

Mas não. Seria uma ingratidão.
Ingratidão desmedida.

Invadem o pensamento certas lembranças que
me impedem de lançar o amigo ao fosso das ariranhas.

E aquele sudestão empopado dia e noite
com ondas de 4 metros?
Quando o barco ficava na crista, quase na vertical,
começando a descer a onda, querendo atravessar,
ele adivinhava com precisão para qual lado
tinha que levar o timão...

Acertava sempre na mosca.

Trabalhou tanto, que ficou até rouco.
Verdade! Seu som mudou
naquela noite.
De barítono passou a baixo

Me perturba abandoná-lo, deixá-lo na sarjeta.

Sempre ouvi que a aposentadoria, a falta
de atividade é a porta de entrada para o reino
dos céus.

Do mesmo céu  onde esbraveja o Helio Setti,
seu antigo comandante, absolutamente contrário à
aposentadoria do companheiro.

Não. Não posso aceitar impunemente a idéia
e entregar os pontos.
Há que se ter esperança.
Afinal só visitamos um único médico.
Precisamos especialistas. Uma junta de especialistas.

Não se faz assim com um amigo desse calibre.

Vamos recorrer ao grupo.
E encaminhá-lo a quem possa tratar de sua saúde.

Hay que tener ternura.

A alguém que saiba onde posso levar meu
amigo a uma consulta, peço que se manifeste.

Bons ventos a todos!"